Chapecoense inclui estrelas em escudo para lembrar título e vítimas

Intenção é eternizar vítimas de acidente aéreo na Colômbia.

Escudo da Chapecoense ganha estrelas em homenagem a vitimas e em celebração ao título da Copa Sul-Americana.
Escudo da Chapecoense ganha estrelas em homenagem a vitimas e em celebração ao título da Copa Sul-Americana. – Chapecoense/Divulgação

SÃO PAULO – A Chapecoense divulgou nesta quinta-feira uma reformulação em seu escudo. Foram adicionadas duas estrelas como forma de homenagear as vítimas do acidente aéreo da última semana, na Colômbia, onde 71 pessoas morreram, entre as quais 19 jogadores da equipe catarinense.

Posicionada acima do escudo, a primeira estrela contempla o título inédito da Copa Sul-Americana 2016, confirmado na última segunda-feira pela Conmebol. “Ela é branca em sinal de paz. A paz encontrada pelos nossos Eternos Campeões. Além disso, a cor branca simboliza a luz que nos guiará adiante”, explicou o clube em comunicado oficial.

Já a segunda estrela aparece no interior da letra F da sigla ACF (Associação Chapecoense de Futebol) e faz menção às vítimas do fatídico acidente ocorrido na cidade de La Unión, próxima a Medellín, onde o time disputaria a primeira final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, no último dia 30.

“É a forma sutil, mas impactante, de eternizar os que dedicavam suas vidas à Chapecoense.

Por Gazeta Esportiva

Caxias > Cidade do interior do Maranhão registra a maior temperatura do país

Na sexta-feira (2) da semana passada, Caxias já havia aparecido como a 4ª mais quente do Brasil; município vem sofrendo com queimadas 


Altas temperaturas estão sendo registradas no estado (Foto: De Jesus)

CAXIAS – Marcando 40ºC, Caxias atingiu a maior temperatura do país na quarta-feira (7), de acordo com dados do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet). Na sexta-feira (2) da semana passada a cidade já havia aparecido como a 4ª mais quente do Brasil.

Nos últimos meses, a cidade vem sofrendo focos de incêndio e queimadas florestais. A mata seca, a baixa umidade relativa do ar e os fortes ventos fazem o fogo se espalhar com velocidade até alcançar casas, plantações e animais.

A Prefeitura de Caxias acabou decretando estado de emergência no município e uma força tarefa coordenada pela Defesa Civil foi criada para ajudar tanto as vítimas, quanto ajudar a conter novos focos de incêndio com a ajuda de carros-pipa.

Veja as 10 cidades maranhenses mais quentes ontem


Ranking das cidades mais quentes nesta segunda-feira (Foto: Reprodução)

OEstadoMA.com

Cármen Lúcia conversou com os principais atores da República, inclusive Henrique Meirelles

Por: Gabriel Mascarenhas

Carmén Lúcia: ausência frequente

Carmén Lúcia:  costura de acordo para Renan

Cármen Lúcia falou com a República inteira nos dias anteriores ao julgamento que consagrou Renan Calheiros como o “todo poderoso” do país.

Com Michel Temer, ela conversou na véspera e no dia da sessão, horas antes de votar o futuro do presidente do Senado.

Outro homem forte que ligou para a ministra foi Henrique Meirelles. Não trataram, objetivamente, do caso Renan. Nem precisava. Nessas horas, o mero telefonema, por si só, já é um claro recado.

No Supremo, a turma que votou em favor de Renan sabia exatamente o ônus que fabricariam à imagem do tribunal. Hoje, a sensação é de que fizeram – em tese – o que precisava ser feito.

Há incontáveis controvérsias.

Renan elogia o vice: ‘Jorge não é petista, é suprapartidário’

Contrariando membros do próprio partido, Jorge Viana (PT-AC) foi um dos responsáveis pela articulação que manteve Renan na presidência da Casa

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), elogiou a atuação do vice-presidente Jorge Viana (PT-AC) na “solução da crise”. Viana foi um dos principais responsáveis pela articulação junto aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que mantiveram Renan no comando da Casa em julgamento realizado ontem. Segundo Renan, o petista “cumpriu um papel extraordinário em todos os momentos da crise”.

Para isso, Viana contrariou os membros do próprio partido, que queriam assumir a presidência do Senado para conseguir adiar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece um limite para os gastos públicos. “Jorge não é petista, é uma instituição suprapartidária”, disse Renan no plenário. Ele afirmou ainda que Viana sempre coloca os “interesses do país” na frente dos seus.

“Em nome do Senado e da democracia, seu papel ficará registrado na história”, afirmou o peemedebista. “Todos ganham, o Judiciário, o Legislativo e o Executivo. Ganha, sobretudo, a democracia, graças à dedicação de Jorge Viana”, finalizou Renan.

Jorge Viana agradeceu a Renan pelos cumprimentos e afirmou que não fez nada mais que seu papel. “Procurei fazer o que todo vice deve fazer: ser vice e trabalhar para exercer o mandato apenas em uma situação excepcional, o que não era o caso”, afirmou Viana, aproveitando para alfinetar o atual presidente Michel Temer. Ele também disse que a situação no Senado foi muito diferente do que houve na Câmara, com o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De acordo com Viana, qualquer passo que ele desse poderia agravar a crise. Ele agradeceu as palavras de Renan e fez questão de dizer que, durante todo o período de incerteza que se instaurou sobre a presidência do Senado, ele não se colocou como presidente, tampouco tratou sobre nova pauta de votação com o PT, seu partido, que integra a oposição.

“Agradeço a confiança de Vossa Excelência (Renan Calheiros) e espero cumprir o papel que o plenário me deu, o de ser o vice”, afirmou Jorge Viana. O senador tem uma relação próxima com Renan e, durante o afastamento, tentou não se posicionar como detentor do cargo.

(Com Estadão Conteúdo) /VEJA.COM

Renan diz que decisão do STF em mantê-lo na presidência foi “patriótica”

Brasília - Presidente do Senado, Renan Calheiros, concede entrevista à imprensa no Congresso Nacional (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente do Senado, Renan Calheiros, em entrevista no Congresso NacionalMarcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), considerou “patriótica” a decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que o manteve no cargo mesmo após ele ter se tornado réu em processo aceito pela Corte.

“É com humildade que o Senado Federal recebe e aplaude a patriótica decisão do Supremo Tribunal Federal. A confiança na Justiça brasileira e na separação dos Poderes continua inabalada”, disse o senador, em nota.

No documento, Renan afirma que “o que passou não volta mais” e que os Poderes ultrapassaram “outra etapa da democracia com equilíbrio, responsabilidade e determinação para conquista de melhores dias para sociedade brasileira”.

Mais cedo, por 6 votos a 3, o STF decidiu manter o presidente do Senado no cargo derrubando liminar do ministro Marco Aurélio, que havia determinado o afastamento do senador da presidência da Casa.

Com a decisão da maioria da Corte, Renan Calheiros fica impedido somente de assumir a Presidência da República em caso de viagem do presidente Michel Temer, por exemplo.

A questão sobre a permanência de Renan no cargo foi motivada por uma ação original movida pela Rede Sustentabilidade. O partido pediu ao Supremo que declare réus – pessoas que respondem a ação penal – impedidos de ocupar cargos na linha de substituição do presidente da República, formada pelos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do STF.

Votaram pelo afastamento de Renan do cargo o relator, Marco Aurélio, e os ministros Edson Fachin e Rosa Weber. Celso de Mello, Dias Toffoli, Teori Zavascki, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e a presidente do STF, Cármen Lúcia, foram contra. A decisão mantém Renan Calheiros na presidência do Senado, mas ele não pode mais substituir o presidente da República.

Ivan Richard Esposito – Repórter da Agência Brasil

Maranhense investigado na Lava Jato é eleito presidente do TCU

 ESTADÃO CONTEÚDO

Raimundo Carreiro foi eleito nesta quarta-feira (7), em votação unânime; ele tomará posse na próxima semana para mandato de um ano

Raimundo Carreiro prometeu atuar em conjunto com outros órgãos
Raimundo Carreiro prometeu atuar em conjunto com outros órgãos (Foto: Divulgação)

BRASÍLIA – O ministro Raimundo Carreiro foi eleito nesta quarta-feira (7), em votação unânime, novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele tomará posse na próxima semana para mandato de um ano, mas a tradição na corte é de que haja recondução por igual período.

Ao discursar em plenário, Carreiro prometeu atuar em conjunto com outros órgãos de controle para melhorar os “resultados que a sociedade espera” do TCU. Para atravessar a crise econômica, disse que pretende racionalizar métodos de trabalho para “fazer mais com menos”.

Carreiro é investigado na Operação Lava Jato por suposto recebimento de propina. Ele foi citado em depoimentos de delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, como possível beneficiário de R$ 1 milhão supostamente entregue ao advogado Tiago Cedraz, filho do atual presidente do TCU, Aroldo Cedraz, para influenciar decisão em processo que tratava das obras da usina de Angra 3. Os dois também são alvos da investigação, que corre em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Carreiro, Aroldo e Tiago Cedraz negam qualquer envolvimento em irregularidades.

Como ocorre tradicionalmente, a eleição desta quarta-feira foi pro forma e só confirmou acordo previamente costurado pelos integrantes do plenário. Assume a presidência do TCU quem está há mais tempo no cargo de ministro, mas ainda não comandou o tribunal. Na votação, também foi conduzido às funções de vice-presidente e corregedor da corte José Múcio Monteiro, que deve ser o próximo presidente, no biênio 2019-2020.

Carreiro integra o TCU desde 2007, quando deixou a Secretaria-Geral da Mesa do Senado, que ocupou por 12 anos. Para chegar ao cargo, contou com a larga experiência de servidor do Legislativo.

No Senado, Carreiro testemunhou a elaboração da Constituição de 1988 e o plebiscito sobre a forma e o sistema de governo, em 1993. No impeachment de Fernando Collor, um ano antes, foi escrivão substituto. O novo presidente do TCU deixou a Casa quando tinha, oficialmente, 61 anos.

Depois de se aposentar no Legislativo e assumir o cargo na corte, entrou com um processo na Justiça do Maranhão para pedir “retificação” da idade. Para isso, mostrou ao juiz de São Raimundo das Mangabeiras – município do interior do Maranhão em que cresceu e foi vereador pelo PMDB – uma certidão de batismo da Igreja de São Domingos do Azeitão, lugarejo vizinho a Benedito Leite, onde veio ao mundo.

O documento, escrito à mão e de difícil leitura, dizia que Carreiro nasceu em 1948, e não em 1946. Serviu para que Carreiro “rejuvenescesse” dois anos, o que, na época da retificação, teria efeito direto na carreira do ministro: impedir que ele se aposentasse compulsoriamente em setembro deste ano, sem chegar à presidência do tribunal. O caso foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 2013. Ironicamente, a mudança na idade não tem mais influência agora, pois no ano passado o Congresso alterou a aposentadoria compulsória de magistrados de 70 para 75 anos.

“Maluquinho”

Carreiro é considerado um dos ministros mais presentes e produtivos do TCU. É visto na corte de segunda a sexta-feira, entrando pela manhã e saindo à noite. O ministro se destaca não só pela produtividade, mas também pela criatividade dos votos. Nos corredores da corte, ganhou o apelido de “menino maluquinho”, quão heterodoxas foram algumas propostas levadas ao plenário.

Recentemente, defendeu que filhas de servidores públicos mortos, maiores de idade e solteiras, só tivessem pensões irregulares cortadas caso a renda que lhes sobrasse fosse maior que R$ 4 663,75. Essa solução garantiria a “sobrevivência condigna” da beneficiária. Foi voto vencido.

Carreiro é considerado um ministro de hábitos simples. Dirige o próprio carro para o tribunal, um modelo mais obsoleto que os usados pelos colegas. Não raro, é visto em sacolões e outras lojas da Asa Norte, bairro em que mora, fazendo compras.

Trata-se de um ministro econômico quando se trata da verba de passagens do TCU. Conforme alguns de seus auxiliares, por fobia de avião, quase não vai ao exterior e, em algumas ocasiões, vai passar férias no Maranhão de carro. Questionado pela reportagem sobre como lidará com as viagens internacionais, algo muito comum na rotina de presidente do tribunal, respondeu, por meio de sua assessoria, que o problema com voos está “superado”.

Senado rejeita decisão de ministro do STF, e Renan diz que fica na presidência

Bernardo Barbosa, Fabiana Maranhão e Felipe Amorim*

 UOL, em Brasília e São Paulo

 A Mesa Diretora do Senado decidiu na tarde desta terça-feira (6) não obedecer a decisão liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello e manter Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado até que o plenário do Supremo julgue em definitivo a deliberação de Mello. O julgamento deve ser realizado nesta quarta-feira (7).

A decisão da cúpula do Senado foi comunicada em carta divulgada à imprensa e foi assinada também pelo substituto imediato de Renan, o senador Jorge Viana (PT-AC), primeiro vice-presidente do Senado. Leia a íntegra do documento.

O presidente do Senado declarou hoje que vai “aguardar a decisão do [plenário do] Supremo” sobre seu afastamento do cargo. “Há uma decisão da Mesa Diretora do Senado que precisa ser observada do ponto de vista da separação dos poderes”, defendeu.

Em um curto pronunciamento, Renan criticou a medida do ministro do STF Marco Aurélio Mello de afastá-lo da presidência da Casa. “Ao tomar uma decisão para afastar, a nove dias do término do mandato, um presidente do Senado Federal, chefe de um poder, por decisão monocrática, a democracia, mesmo no Brasil, não merece esse fim”.
O líder da oposição no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou a decisão da Mesa do Senado. “O recurso da mesa ao invés de ajudar a resolver aumenta muito a confusão”, disse. “Decisão judicial se cumpre”, completou.

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), concede entrevista a jornalistas, após Mesa Diretora do Senado se recusar a afastá-lo da presidência da Casa

Para o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), o presidente da Casa é Jorge Viana. “No momento que ele [Renan] entrou com recurso, é o reconhecimento [da decisão]”, afirmou Caiado. “Nós não temos que criar um enfrentamento com o Supremo Tribunal Federal”, completou Caiado.
Procurado pela reportagem do UOL, o STF afirmou ainda não ter uma posição oficial sobre a medida tomada pela Mesa Diretora do Senado.
Renan pode ser preso?

Renan Calheiros pode ser preso em flagrante por descumprir a decisão liminar do ministro do STF, caso haja um pedido nesse sentido por parte da PGR (Procuradoria-Geral da República), disse ao UOL Ivar Hartmann, professor da FGV Direito Rio.

“Isso é descumprimento de ordem judicial. Ele [Renan] poderia ser preso em flagrante, mas alguém tem que pedir. A PGR pode pedir, assim como pediu a prisão do Delcídio do Amaral enquanto ele era senador”, explicou Hartmann.

Decisão do STF

A decisão liminar que afasta Renan Calheiros da presidência do Senado entrará na pauta desta quarta-feira do STF depois que Marco Aurélio Mello liberou o caso para o plenário e a presidente do STF, Cármen Lúcia, ter anunciado que pautaria o tema assim que fosse liberado pelo relator.

Marco Aurélio recebeu o agravo de instrumento de Renan contra sua decisão liminar e determinou nos autos do processo que o caso fosse enviado com urgência ao plenário. Cármen Lúcia, por sua vez, garantiu que o afastamento de Renan será tratado com urgência. (Com Reuters)

(*) Colaborou André Carvalho, em São Paulo

Alta do preço da gasolina deve impactar inflação

Aumento do preço da gasolina em 8,1% e do diesel em 9,5%, em média, começa a valer a partir desta terça-feira nas refinarias

O aumento do preço da gasolina anunciado nesta segunda-feira pela Petrobras deve ter um impacto de até 0,13 ponto percentual na inflação deste ano, mas não muda o cenário para a política monetária diante da expectativa de arrefecimento do IPCA. Com isso, a possibilidade de a inflação terminar o ano no teto da meta – de 4,5% com margem de 2 pontos percentuais – diminui, com as projeções subindo para mais perto de 7%.

“Psicologicamente era importante ficar abaixo do teto depois de ter estourado no ano anterior, o Banco Central não precisaria fazer a carta (explicando os motivos)”, destacou o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otávio Leal, que passou a ver o IPCA neste ano em 6,7%. Ainda assim ele manteve a perspectiva de corte de 0,5 ponto percentual na Selic, atualmente em 13,75%, na próxima reunião do BC, indo a 10% ou 10,5% no final de 2017.

A Petrobras anunciou na segunda-feira o aumento do preço da gasolina em 8,1% e do diesel em 9,5%, em média, nas refinarias, a partir desta terça-feira. Segundo a estatal, se o ajuste for integralmente repassado ao consumidor, a gasolina pode subir 3,4%, ou 12 centavos por litro, enquanto o diesel teria alta de 5,5%, ou cerca de 17 centavos por litro.

Isso, entretanto, não altera a perspectiva de afrouxamento monetário uma vez que o cenário de desinflação dos preços de forma geral se mantém. “Por mais que esse aumento da gasolina limite a desaceleração do IPCA, não altera o quadro de que a inflação deve continuar em trajetória de arrefecimento”, disse o analista da Tendências Consultoria Marcio Milan.

Assim, a perspectiva da consultoria permanece sendo de corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros em janeiro, fechando o ano a 10,75%. “A regra agora vai ser analisar mês a mês o avanço do petróleo no mercado internacional, e como o câmbio vai se portar”, explicou.

(Com agência Reuters)/Veja

Cármen Lúcia diz que dará urgência à análise da liminar que afastou Renan

Agência Brasil

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou hoje (6) que dará “urgência” à análise da liminar que afastou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, caso a matéria seja liberada para a pauta do plenário.

Ela acrescentou, no entanto, que não pode afirmar com certeza se o recurso será julgado ainda nesta semana, pois depende de um posicionamento prévio do ministro Marco Aurélio, relator da ação que resultou no afastamento.

No que diz respeito ao mérito do processo, uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) em que o partido Rede Sustentabilidade pede que o STF declare que réus não podem ocupar cargos na linha de sucessão presidencial, Cármen Lúcia disse que a análise final depende de uma liberação pelo ministro Dias Toffoli, que pediu vistas do processo.

A ação ficou interrompida com seis votos a favor de que réus não ocupem a presidência da Câmara, do Senado e do STF, que fazem parte da linha sucessória da Presidência da República.

“Teste das instituições”

Cármen Lúcia negou que haja um clima de “retaliação” entre os poderes da República. “Até porque não há motivo. Os poderes trabalham de maneira realmente harmônica”, disse ela em café da manhã com jornalistas nesta terça-feira.

Questionada se o segundo afastamento de um presidente de poder em um mesmo ano não seria um sinal de fraqueza da democracia brasileira, Cármen Lúcia respondeu não fazer tal leitura, apesar de o país atravessar um período de “teste para a dinâmica das instituições democráticas”.

“Foram tomadas decisões da maior significação neste tribunal. Se tivesse fraqueza institucional, não teríamos chegado até aqui com as coisas funcionando… Vejo [como] um teste, quase um desafio para nós que estamos em cargos de responsabilidade”, disse Cármen Lúcia.

A presidente do STF voltou a afirmar que vê a política como “indispensável” para se manter a ordem democrática, e recordou com pesar do momento histórico em que o Congresso Nacional chegou a ser fechado. “Um soco no estômago”, descreveu a ministra sobre o ato perpetrado pela ditadura militar.

Reforma da Previdência prevê aposentadoria aos 65 anos e com 25 de contribuição

Agência Brasil

Para receber o benefício integral, é preciso atingir a fórmula 85 (mulheres) e 95 (homens), que é a soma da idade e do tempo de contribuição.O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, anunciou hoje (6) que a reforma da Previdência enviada ao Congresso Nacional estabelece a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem e tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Essa regra valerá para homens com idade inferior a 50 anos e mulheres com menos de 45 anos.

O detalhamento da reforma da Previdência é apresentado nesta manhã no Palácio do Planalto. Caetano informou que haverá um fórmula de cálculo progressiva e proporcional ao tempo de contribuição, sendo que as aposentadorias não serão inferiores a um salário mínimo.

Atualmente, as mulheres podem pedir a aposentadoria com 30 anos de contribuição e os homens, após 35 anos de trabalho. Para receber o benefício integral, é preciso atingir a fórmula 85 (mulheres) e 95 (homens), que é a soma da idade e do tempo de contribuição.

Embora a idade mínima seja de 65 anos na proposta, a regra poderá ser alterada automaticamente a depender a expectativa de vida do brasileiro, elevando assim esse teto mínimo, segundo Caetano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica esses dados periodicamente.

“Sobre regra permanente, em vez de fazer várias reformas em função do avanço da demografia, a PEC prevê uma possibilidade de ajuste automático para a idade de 65 anos. Se a expectativa de vida das pessoas começa a crescer, com o passar do tempo a idade da aposentadoria cresce junto. A periodicidade do ajuste depende da velocidade demográfica. De acordo com o [dado] atual, até 2060 deve haver dois ajustes”, disse Marcelo Caetano.

Servidores públicos

No caso do serviço público, todos os estados terão que ter um fundo de previdência complementar, como já existe no governo federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo. Se alguém quiser receber acima do teto do regime geral, terá que usar os recursos desse fundo. O prazo é de dois anos para a implementação.

O governo também acrescentou nas propostas para a redução das despesas previdenciárias a criação de uma Lei de Responsabilidade Previdenciária, o fim das isenções das contribuições previdenciárias sobre as receitas decorrentes das exportações e uma única gestão da Previdência por ente federativo. Marcelo Caetano fez questão de frisar a todo momento que as propostas dependem de aprovação do Congresso Nacional.

Direitos adquiridos

Caetano garantiu que a reforma respeitará os direitos adquiridos pelos trabalhadores. Segundo ele, mesmo as pessoas que não se aposentaram, mas que completarem as condições durante o processo de tramitação da PEC, não serão prejudicadas, porque valerá a data de promulgação. “Se um homem completa 35 anos de contribuição ao longo da tramitação da PEC, só depois que a reforma for promulgada passam a valer as novas regras”, disse.

Para o secretário, a proposta é fundamental para o país e foi pensada para durar muitos anos, sem necessitar de outras reformas ao longo do tempo.

Militares, policiais militares e bombeiros

A proposta não incluirá a aposentadoria dos militares. As regras previdenciárias dos militares será encaminhada em forma de projeto de lei.

Os policiais militares e os bombeiros também ficarão de fora da reforma. Cada estado deverá definir as regras para essas categorias.

Diário Oficial

A mensagem do presidente Temer que encaminhou a reforma ao Congresso foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (6).

A reforma da Previdência é uma das principais apostas do governo federal para equilibrar as contas públicas. Em algumas oportunidades, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o déficit da Previdência em 2016 estava estimado em R$ 146 bilhões e que, se nada for feito, poderá ficar entre R$ 180 bilhões e R$ 200 bilhões em 2017.

Uma das dificuldades para a conclusão da proposta apresentada pelo Executivo foi a disparidade de expectativas de vida entre as regiões ou os estados brasileiros. De acordo com o IBGE, há, por exemplo, uma diferença de 8,4 anos entre a expectativa de vida em Santa Catarina (79 anos) e no Maranhão (70,6 anos). Na Região Sul, a expectativa de vida (77,8 anos) é a maior do país. No Nordeste, ela é de 73 anos; e na Região Norte, a mais baixa, o tempo médio de vida dos brasileiros é 72,2 anos.